Bea Simões

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Já aos 5 anos, Bea Simões participava de eventos artísticos no Serviço Social do Comércio e, posteriormente, na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, ambos na Pavuna. Desde então, nunca parou. Bea, agora com 22 anos, usa o corpo como instrumento de trabalho no teatro, e, paralelo a isso, vende seus trabalhos artísticos na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em eventos.

Bea conta que começou a vender as próprias obras quando engatou no coletivo cultural que faz parte, chamado A Baixada Grita Arte. Ela e o grupo de amigos se juntaram para expandir o que faziam de melhor: o coletivo produz rodas de conversa, eventos artísticos e saraus.

Apesar do sonho de expor em uma grande galeria, Bea acha importante manter o trabalho focado na Baixada para depois pensar em ampliar. As pichações do município foram grandes referências para o interesse dela na área do grafite, entretanto, o foco de Beatriz sempre foi voltado a materiais de fácil acesso. Foi necessário juntar dinheiro e investir nos equipamentos para começar a praticar o grafite.

A presença de flor nas artes da Bea é recorrente desde muito nova, mas o processo de aceitação do próprio corpo, cabelo e cor acrescentou um novo atributo aos seus desenhos: a vulva. Esta, que além de marcar a presença de um tabu, remete aos cachos, e junta todo o processo pessoal em um único símbolo.

Para Bea, ir para além da margem significa democratizar o conhecimento e o fazer artístico, trabalhar com o corpo e entender o mundo a partir dele, sem limitações de classe, gênero, sexualidade ou cor.

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