Malu Mattos

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Malu Mattos, moradora do Rio de Janeiro, desenha desde bem pequena, e, aos 14 anos, se apaixonou pela produção audiovisual ao ser estimulada por um trabalho da escola. Com 18 anos de idade, passou por um sério período de depressão, mas, com o apoio da mãe, recebeu materiais artísticos para se manter ativa. Agora, aos 23, trabalha efetivamente com arte há dois anos.

Ela foi estudante de filosofia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. O curso a ajudou a pensar arte e soltar a criatividade, entretanto, agora é caloura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e se encontrou em Comunicação Visual - Design. Malu estudou técnicas de desenho pela primeira vez este ano, e tudo que aprendeu até então foi pela curiosidade. Ela diz que gosta de misturar diferentes artes e trabalhar com experimentações.

A artista baseia os desenhos em mulheres ao seu redor, como ela mesma e as amigas. Mattos considera o processo de autodescobrimento “triste-feliz” e mostra isso através das artes. Um exemplo disso é a série de quadrinhos produzida por ela, que se chama “As não aventuras da menina”. A história se passa num vácuo eterno que a menina não consegue sair, uma obra abstrata dentro de um quadrinho com apenas três cores no presentes: preto, vermelho e branco.

Quando mais nova, Malu se desenhava com cores claras, e acredita que se via daquele jeito. A busca por referências pretas e o processo de cura da arte a ajudou a se reconhecer como negra. Em relação ao seu quadrinho, Malu diz que a menina não é branca, ela apenas não tem cor. A ideia é manter os traços como no anime e no minimalismo. Seus planos atuais são voltados ao roteiro de animação e a evoluir as ideias do quadrinho.

Para Malu, ir para além da margem significa não obedecer ao que os padrões. É fundamental para nós mulheres negras alcançar os espaços que nos são negados. Ir além da margem é exigir que nossas vozes sejam ouvidas.

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