Guilhermina Augusti

sobre

Guilhermina Augusti, 24 anos, nascida em São Paulo, agora é moradora do Rio de Janeiro. Ela começou a trabalhar com arte em 2015 através da ilustração digital. Em 2018, ingressou no curso de Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e, um ano depois, começou a pintar efetivamente graças à Escola Livre de Artes da Maré (ELAM).

A maior intenção da artista é questionar os corpos que possuem certo peso na sociedade, a natureza, a tecnologia, as questões que rondam figuras não brancas, e, também, propor uma reflexão das inumeráveis possibilidades do ser. Ela levanta esse debate ao utilizar a perspectiva do corpo, do ciborgue, das diferentes texturas de pele animal e da desassociação do humano.

Este ano, Guilhermina teve contato com o audiovisual através da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. O primeiro documentário dela, chamado “A vida selvagem das aranhas”, é baseado na Operação Tarantula, ação feita para prender travestis e transexuais que se prostituíam nas ruas de São Paulo, durante a ditadura. O documentário trabalha questões de gênero, transexualidade, cor e genocídio da população negra e trans. A produção traz, também, uma nova perspectiva ao mostrar que essas aranhas estão criando novas teias e construindo suas redes.

Guilhermina acredita que o mercado atual artístico se prova muito fetichista, e, por isso, pretende debater mais a empregabilidades desses corpos no meio da arte, pois acredita na grande importância deste tópico para a vida dessas pessoas.

Para Guilhermina, ir além da margem é um processo de destruição, manutenção e reconstrução, e, também, não esquecer quem você é como indivíduo apesar do sistema que se encontra.

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